"Na última reunião do comitê gestor do PNBL, coordenado pela Casa Civil e pelo Ministério do Planejamento, nos foi pedido para indicar nossas necessidades de acesso para que eles possam dar prioridade", explica Santos. Essas necessidades se traduzem em ampliar o índice de conexão à rede mundial de computadores e à rede do SUS de mais de 60 mil estabelecimentos de saúde em todo o país. Ampliação da capacidade de armazenamento de dados e transmissão de informações mais eficiente também são melhorias previstas.
Superada a barreira da conectividade - apenas 21% das residências do país conta com serviço de internet rápida -, o próximo passo seria fornecer serviços online aos usuários do SUS, como opções de cadastramento e agendamento de consultas e exames e divulgação de informações sobre prevenção de doenças, por exemplo. Nos próximos meses, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciará as primeiras ações de orientação.
Para a secretária-executiva do Ministério da Saúde, Márcia Bassit, a transformação vai ser sentida principalmente nas unidades de saúde afastadas dos grandes centros, onde os serviços de internet são precários. "A modernização do sistema e o alcance da banda larga às unidades de saúde mais remotas certamente vão permitir uma melhoria da qualidade dos serviços do SUS."
Nesse contexto, o setor já se prepara. O ministério investiu R$ 26 milhões para aumentar de 186 para 700 os pontos de conexão do Infosus, o sistema de rede do SUS. Mais de R$ 10 milhões foram aplicados na modernização de dois centro de processamento de dados do SUS no Rio e em Brasília, além de ações para incrementar a digitalização de documentos e da renovação do parque de servidores.
Os investimentos e a chegada da banda larga também vão gerar economia. "Pagávamos quase os mesmos R$ 26 milhões para manter os 186 pontos de rede de antigamente, porque a tecnologia era defasada", explica Loyola. A perspectiva de acesso mais barato à banda larga com a entrada da Telebras no mercado também garante redução de custos. "Uma entidade hospitalar recebe verba do SUS para se sustentar, o que inclui pagar serviço de internet. Vamos poder racionalizar esse serviço e ficar menos dependentes dos provedores privados", ressalta..