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LULA MANTÉM FATOR PREVIDENCIÁRIO

quarta-feira, 16 de junho de 2010 - Clipping

LULA CEDE EM REAJUSTE DE APOSENTADOS E MANTÉM FATOR PREVIDENCIÁRIO
Autor(es): Paulo de Tarso Lyra, de Brasília
Valor Econômico - 16/06/2010
 

Como esperado, o presidente Lula vetou o fim do fator previdenciário, mas contrariou a equipe econômica e aceitou o reajuste de 7,7% para aposentados e pensionistas que ganham mais de um salário mínimo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve o reajuste de 7,7% para os aposentados que ganham acima de um salário mínimo, conforme projeto aprovado pelo Congresso Nacional. Lula, no entanto, vetou o fim do fator previdenciário. A decisão foi tomada ontem e, para compensar o gasto extra de R$ 1,6 bilhão em relação à proposta inicial do governo - de um reajuste de 6,14% -, serão feitos cortes em custeio e nas emendas parlamentares. "Vai doer, porque já fizemos um corte de R$ 10 bilhões no Orçamento. Mas se o aumento foi concedido pelo Congresso, cabe aos parlamentares se tornarem corresponsáveis por esse reajuste", explicou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao lado do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

A decisão de Lula foi uma derrota da equipe econômica, que por diversas vezes recomendou ao presidente que vetasse a iniciativa do Congresso. Durante o processo de negociação, o máximo que os ministérios da Fazenda e do Planejamento admitiam era um reajuste de 7%, representando um gasto extra de R$ 1 bilhão. A proximidade das eleições animou os parlamentares a aprovar um aumento maior, com o apoio inclusive do PT e do PMDB.

Lula também não estava disposto a desagradar uma parcela importante do eleitorado. Antes de decidir, o presidente conversou com o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), e perguntou o que aconteceria caso vetasse o reajuste. "Eu disse a ele que o governo teria de editar uma nova medida provisória restituindo o aumento de 6,14% já que, se isso não acontecesse, os aposentados que recebem acima de um salário mínimo teriam um reajuste de apenas 3,53% (correspondente ao INPC)", explicou o deputado.

A nova MP passaria a trancar a pauta da Câmara em agosto ou, no máximo, em setembro - antes, portanto do primeiro turno das eleições. "Não teríamos condições de aprovar um percentual menor do que os 7,7% já aprovados pelos parlamentares", completou Vaccarezza.

O ministro da Previdência, Carlos Gabbas, afirmou que a intenção é incluir o aumento da aposentadoria no contracheque de julho e, no mais tardar em setembro, pagar o reajuste retroativo ao mês de janeiro. Guido Mantega assegurou que o aumento não impedirá o esforço do governo federal de manter a austeridade fiscal. "Vamos ter uma meta de superávit primário de 3,3% para esse ano que se repetirá para 2011", garantiu.

 

Versão Digital da Notícia:
Lula mantém fator previdenciário.jpg


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Notícia cortesia Assessoria de Comunicação Social (ASCOM) do Ministério do Planejamento do Brasil

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