Na AL, Brasil vive o melhor momento em expectativa para o capital fixo, diz FGV
Nem no auge do ciclo de expansão observado em 2007 e 2008 (até a crise), o horizonte do investimento produtivo no país foi tão positivo quanto hoje. Numa comparação com outras dez economias que integram a Sondagem da América Latina, a Fundação Getúlio Vargas descobriu que o Brasil vive seu melhor momento tanto em relação à média histórica de uma década quanto em relação pico do otimismo no biênio 2007-2008. “O Brasil tem o segundo melhor Indicador de Investimento do grupo. Só perde para o Peru, país que ainda está 0,6 ponto percentual abaixo do ponto máximo de 20072008”, diz o economista Aloisio Campelo, responsável pelo estudo. Num índice que combina as notas dadas por especialistas locais às expectativas de investimento em capital fixo no presente e seis meses à frente, o Brasil terminou janeiro com nota 6,8 (veja o gráfico). Qualquer resultado acima de cinco está na linha do otimismo.
A média histórica do país é de 5,4 pontos; no período 2007-2008, o melhor resultado foi 6,5. O levantamento da FGV mostra Chile e Uruguai, além do Peru, na zona favorável. Já a Venezuela de Hugo Chávez vive maus momentos. O indicador de janeiro está dois pontos percentuais abaixo do pico de 2007-2008 e praticamente um ponto abaixo da média histórica.
Melhorou
A indústria mineira deu salto em janeiro. Faturou 19,98% sobre o 1omês de 2009, revelam os Indicadores Industriais, que a Fiemg divulga hoje. Sobre dezembro de 2009, houve alta de 2,13%.
A confiança do empresariado também cresceu. Robson de Andrade, presidente da Fiemg, festeja: “A indústria terá um grande ano em 2010”.
Quem vai
Leonam dos Santos Guimarães, assistente da presidência da Eletronuclear, servirá também à Agência Internacional de Energia Nuclear, até 2012. Vai integrar o Sagne, time de especialistas que assessora o diretor-geral da agência, Yukiya Amano.
Compensação
O Inea nega que as compensações ambientais da siderúrgica ThyssenKrupp CSA incluam obras em sua sede. O deputado Marcelo Freixo (PSOL) cobrou explicações do órgão, com base em informações apresentadas ao Parlamento alemão. O Inea responderá que todos os recursos da CSA vão para parques e unidades de conservação estaduais.