Polícia carioca prende traficante internacional em Copacabana
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010 - cidades
Rio de Janeiro - Um traficante internacional, com condenações na Itália, na Espanha e no Brasil, foi preso sábado (6) em
um apartamento de luxo, em Copacabana, zona sul do Rio, e apresentado
hoje (8) à imprensa.
O catarinense Orlando Pereira, 58 anos, que
responde por tráfico internacional de entorpecentes e possui uma
condenação de 24 anos na Itália, já cumpriu pena de um ano e seis
meses na Espanha. No Brasil, de sete condenações, cinco são em varas
federais e outras duas em estaduais. O total das penas passa de 30 anos
de prisão. Orlando Pereira está preso na Polinter, no centro.
Pereira foi preso por agentes da Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat), no sábado (6),
no apartamento de luxo onde morava - um duplex em um edifício que tem
uma unidade por andar -, em Copacabana. “Ele é o típico matuto [que
abastece várias comunidades com drogas], aquela figura que a gente não
costuma ver”, disse o delegado Fernando Vila Pouca, titular da Deat.
As investigações da polícia indicavam que, depois de ter fugido
do presídio Evaristo de Moraes, em São Cristóvão, em 1997, ele teria se
refugiado em Minas Gerais, onde teria se tornado dono de um garimpo de
diamantes em São Gonçalo de Abaeté. Ele foi preso pela primeira vez
quando saía com drogas de Corumbá em direção ao Rio, em 1982.
Orlando
Pereira estava sendo monitorado há cerca de dois meses pela polícia do
Rio depois de informações de que ele teria voltado e estava fornecendo,
a partir de seus contatos, drogas para traficantes de favelas das zonas
sul e norte, entre elas Alemão e Cidade Alta.
Na apresentação,
Pereira admitiu seu envolvimento com o tráfico internacional de drogas,
mas negou que seja dono do garimpo em Minas. “Trabalho lá desde 1988
com meus seis filhos”, disse. A polícia vai pedir autorização à Justiça
para fazer o levantamento de seus bens e de pessoas ligadas a ele.
Segundo a polícia, Orlando Pereira também utilizava os nomes Vilmar Pereira e Daniel Ficher Júnior. _____________ Agência Brasil
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