CPI que vai investigar governo Arruda marca escolha do presidente para amanhã
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010 - política
Brasília - A comissão parlamentar de inquérito (CPI) que vai investigar o suposto
esquema de corrupção no governo do Distrito Federal reúne-se amanhã (9) para tentar eleger seu novo presidente. a reunião foi convocada pelo vice-presidente da comissão, Batista das Cooperativas (PRP) com esta finalidade. O cargo está vago desde o dia
26 de janeiro com
a renúncia de Alírio Neto (PPS).
Para
que a eleição do novo presidente ocorra, é necessária a indicação do
substituto para a vaga aberta com a saída da deputada Eliana Pedrosa
(DEM), no final do mês passado. Em último caso, o nome terá de ser indicado pelo presidente da Câmara, Wilson Lima (PR).
O
deputado Raad Massouh (DEM) passou a integrar hoje (8) a CPI, em
substituição ao segundo suplente Geraldo Naves (DEM), que deixou a
comissão na última sexta-feira
(5) e também a presidência da Comissão de Constituição de Justiça
(CCJ), responsável pela análise dos pedidos de impeachment contra o
governador José Roberto Arruda (sem partido), que seria o chefe do
suposto esquema de corrupção.
Geraldo Naves anunciou sua saída
horas depois de confirmar que entregou ao jornalista Edmilson Edson dos
Santos, conhecido como Edson Sombra, um bilhete escrito por Arruda.
Sombra apresentou o bilhete à Polícia Federal (PF) como prova de que
vinha sendo pressionado para mudar seu depoimento sobre o suposto
esquema de pagamento de propina no governo do Distrito Federal e na
Câmara Legislativa.
Naves negou que o bilhete faça parte de uma
tentativa de suborno. Segundo o deputado distrital, o recado do
governador tinha o objetivo de tranquilizar o jornalista, que, segundo ele, temia
que houvesse redução de anúncios publicitários e patrocínio para seu jornal por
causa do escândalo revelado pelo ex-secretário de Relações
Institucionais do Distrito Federal Durval Barbosa.
A denúncia
de tentativa de suborno levou Rodrigo Diniz Arantes a pedir
desligamento do cargo de secretário particular de Arruda, de quem é
sobrinho. Arantes foi apontado por Antonio Bento como articular da
ação. Membro do Conselho Fiscal do Metrô há quatro anos e funcionário
no jornal de Sombra, Bento foi preso na última quinta-feira (4), quando tentava entregar R$ 200 mil ao jornalista. Ele seria um emissário de Arruda para tentar subornar a testemunha.
“Meu
nome foi citado indevida e maldosamente pelo senhor Antônio Bento da
Silva numa história fantasiosa e absurda, construída como parte da
farsa arquitetada contra o Governador José Roberto Arruda”, diz a nota
divulgada por Rodrigo Arantes. Os advogados de Arruda negam o envolvimento do governador na tentativa de suborno.
_____________ Agência Brasil
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