Casa da Moeda passa a atuar com certificação digital
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010 - estatais
Rio de Janeiro - A Casa da Moeda do
Brasil (CMB) está, a partir de hoje (8), integrada ao grupo de
empresas que atuam com certificação digital no país. Isso vai
trazer benefícios aos órgãos que trabalham em parceria com a
estatal, como a Polícia Federal, e também aos cidadãos
brasileiros, disse o presidente da CMB, Luiz Felipe Denucci.
A certificação
digital é usada para garantir um tráfego seguro de informações
pela internet. A utilização dessa tecnologia diminui custos,
ao mesmo tempo que reduz a burocracia e agiliza os serviços
públicos.
Denucci afirmou que
os documentos de segurança emitidos pela Casa da Moeda necessitavam
da certificação digital “para não serem questionados” nos dias
atuais. “Era preciso que nós não dependêssemos de terceiros”,
disse ele.
O certificado digital acaba com o anonimato,
garantindo a origem de mensagens e documentos e sua autenticidade. O
conteúdo é validado pelo Instituto Nacional de Tecnologia da
Informação (ITI), do Casa Civil da Presidência da República.
“O certificado já
nasce com a validade jurídica e, somando-se a isso, o sigilo da
informação”, afirmou Denucci. Isso significa que qualquer
operação feita a partir dessa tecnologia eletrônica tem a
autenticidade do emissor garantida.
Denucci lembrou que o
processo de modernização da CMB, com a adoção de tecnologia de
ponta, permitiu que a empresa lançasse, na semana passada, a nova
família de cédulas do real, prevendo a produção industrial já em
dois meses.
A nova família do real
é “tão ou mais moderna que o euro ou o dólar”, enfatizou,
acrescentando que a principal vantagem para o cidadão será a
segurança dos documentos emitidos. “Quem recorrer à CMB como
certificadora vai saber que vai ter uma resposta rápida. E que as
informações que ela autenticar com segurança serão fidedignas e
reconhecidas internacionalmente”.
Denucci disse ainda que
além de entrar na era digital, a empresa vai instalar uma fábrica
de cartões inteligentes, selecionados pelo governo federal como
ideais para suas transações. Nos próximos dois anos, a CMB
pretende investir entre R$ 25 milhões e R$ 30 milhões para ter sua
própria sala cofre, para armazenamento de dados, consolidando-se
nesse segmento de negócio.
A CMB passou a ser a 9ª
autoridade certificadora de primeiro nível na cadeia da
Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileiras (ICP-Brasil).
_____________ Agência Brasil
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